A Defesa de Lisboa (1809-1814) – Linhas de Torres Vedras, Lisboa, Oeiras e Sul do Tejo

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As linhas de defesa de Lisboa, último reduto defensivo de Portugal durante a Terceira Invasão Francesa, constituem o maior conjunto fortificado das Guerras Napoleónicas. As mais de duzentas obras desse sistema defensivo, erguido e consolidado entre 1809 e 1814, materializam cento e vinte quilómetros de frentes, tanto a norte (linhas de Torres Vedras, Lisboa e Oeiras/Carcavelos) como a sul do rio Tejo (linhas de Almada e Setúbal). Duzentos anos depois, prevalece um património único, material e imaterial, que o Estado reconhece e as autarquias valorizam.
Concebidas e construídas de forma progressiva a partir da directiva inicial de controlo de três passagens a norte de Lisboa e do local de embarque em Oeiras, as linhas resultaram num amplo conjunto de fortes, redutos e baterias a segurar o terreno dominante, articulado com o exército aliado nas brechas. Porém, as linhas não ficaram para a história como um grande combate porque, na campanha de 1810/1811, o marechal Massena concluiu não ter condições para forçar tal barreira defensiva.
Promovido e decidido pelo general Wellington, comandante do exército anglo-português, contando com o apoio financeiro e logístico dos governos da Grã-Bretanha e de Portugal, o histórico empreendimento deveu muito, na sua execução, a uma plêiade de competentes e esforçados engenheiros militares britânicos e portugueses, mas deveu também a uma verdadeira mobilização geral das populações locais e ao seu notável espírito de sacrifício.
A Defesa de Lisboa: Linhas de Torres Vedras, Lisboa, Oeiras e Sul do Tejo (1809-1814) é o resultado de uma investigação que o autor conduziu durante oito anos de uma forma exaustiva e crítica, documentando os aspectos mais relevantes para o conhecimento e interpretação das linhas à luz de um renovado olhar.
A edição apresenta-se em formato álbum com 352 páginas, cujas ilustrações (352 mapas, desenhos e gravuras, 26 esquemas e tabelas, 217 fotografias, na sua maioria originais) colocam o leitor no terreno ao longo do livro. Obra de rigor científico mas escrita em linguagem acessível (com 1200 facilitadoras notas) inclui, pela primeira vez, as biografias das dezenas de engenheiros militares portugueses envolvidos.
A Defesa de Lisboa: Linhas de Torres Vedras, Lisboa, Oeiras e Sul do Tejo (1809-1814) além de um livro de história militar, é também uma vibrante homenagem àqueles que construíram, conservaram ou hoje preservam o património material e imaterial que as linhas constituem.

Biografia de Francisco Sousa Lobo

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Francisco Sousa Lobo (n. 1942), natural de Alhandra, é Coronel Tirocinado (CORTIR) de Engenharia na reforma. Frequentou o Colégio Militar, a Academia Militar, o Instituto Superior Técnico e a Escola Prática de Engenharia, formando-se em Engenharia Militar e Civil (1966/7).
Serviu em Angola (1969/74), tendo comandado uma companhia de Engenharia em zona operacional e integrado o Comando de Engenharia. Chefiou o gabinete do primeiro-ministro em quatro Governos Provisórios (1974/5). Foi professor de Arquitectura Militar e de Organização do Terreno na Academia Militar (1981/7), acumulando com a chefia do GENIE. Comandou o Regimento de Engenharia 1 (1987/9). Foi assessor no Ministério da Defesa Nacional (1990/6) e director do Serviço Histórico Militar (1996/7). Recebeu várias condecorações, prémios e louvores.
Tem um percurso de três décadas no estudo e divulgação da fortificação, em Portugal e no estrangeiro. É professor e conferencista sobre Fortificação e Arquitectura Militar. Dirigiu o estudo do restauro do Forte de São João Baptista de Ajudá, no Benim, para a Fundação Calouste Gulbenkian. Colaborou com a UNESCO como consultor no Barhain, em Timor-Leste e em Marrocos. Integra o Conselho Científico do ICOMOS/Portugal. É membro da Sociedade de Geografia e da SHIP. É um dos fundadores da Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos (1986), à qual preside.
É autor de capítulos nos livros História das Fortificações Portuguesas no Mundo, Cabo Verde: fortalezas, gente e paisagem e Património de Origem Portuguesa no Mundo e de uma centena de artigos e textos de Fortificação e Arquitectura Militar.
Francisco de Sousa Lobo é casado e tem quatro filhos e oito netos. Vive em Lisboa.

Morreu a escritora Cristina Lisboa

A escritora Cristina Lisboa, pseudónimo literário de Cristina Paradela de Abreu, 56 anos, faleceu segunda-feira, em Lisboa, disse à Lusa fonte próxima da família.

A escritora venceu, em 2011, a 14.ª edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves, na modalidade Ficção Narrativa, atribuído pela Câmara da Amadora, com o seu romance de estreia, Nos Dois Crepúsculos e ao Meio-Dia —  dedicado a Henrique Barrilaro Ruas.

Cristina iniciou carreira profissional como bailarina do corpo de bailado do Teatro Nacional de São Carlos, depois de ter estudado bailado clássico em Lisboa, Bruxelas, Cannes e Leninegrado. Como bailarina participou em produções do repertório clássico no Ballet Gulbenkian e fez parte da companhia de Elisa Worm, Dança Grupo.

Cristina Lisboa ensinou bailado clássico e foi assistente do professor de ballet Tony Hulbert. Foi professor de filosofia no Ensino Secundário em Lisboa e Cascais.

Doutorou-se pela Universidade Nova de Lisboa em História e Teoria das Ideias, com a dissertação O Génio como Expressão Exemplar de Urbanidade – Reflexões sobre Nijinsky.

Publicou vários livros, nomeadamente Do pouco que se sabe, alguma coisa deve passar-se assim (ensaios sobre criação em arte reunidos em volume, 2001), Cantatas (ficção, 2001), Um Mundo Perfeito (escrito sobre a Infância, epistolar, 2003), Quadros Narrativos – Estudos (ficção, 2007), Celebração (opúsculo, 2008), Jesus, que pesadelo! (opúsculo, 2009), Atitude (divertissement, 2010), Nos Dois Crepúsculos e ao Meio-Dia (romance, 2012).

Aguardam publicação os ensaios Os Modernos Ballets Russes e Do Génio – Reflexões sobre Nijinsky e a ficção Curtas.

Cristina Paradela de Abreu Rodrigues de Sousa era casada com Manuel Rodrigues de Sousa, médico, director da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Santa Marta.

Desenvolvido por Publinédita, a partir de notícia redigida pela Agência Lusa.

Gonçalo Amaral na EB1 Adriano Correia de Oliveira (Olivais)

A edição online do jornal Expresso do Oriente informa sobre o encontro de Gonçalo Amaral com pais, professores e agentes da Escola Segura, para falar sobre a prevenção do rapto e do abuso de crianças e apresentar o seu mais recente livro, Vidas sem Defesa, tendo realizado uma sessão de autógrafos no final da sessão.

Veja aqui.

Gonçalo Amaral regressa à sua escola de infância

A prevenção do rapto e o abuso de crianças – conferência por Gonçalo Amaral

Gonçalo Amaral é o convidado da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB1 Adriano Correia de Oliveira para uma conferência subordinada ao tema A prevenção do rapto e o abuso de crianças – desafio num mundo globalizado, a realizar já amanhã, dia 16 de Janeiro de 2013, pelas 18,00, na EB1 Adriano Correia de Oliveira, na Rua Cidade de Vila Cabral, nos Olivais (Lisboa).

No final da conferência o autor autografará o seu mais recente livro, Vidas Sem Defesa, mas também os anteriores, A Mordaça Inglesa e Maddie – A Verdade da Mentira.