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Morreu a escritora Cristina Lisboa

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A escritora Cristina Lisboa, pseudónimo literário de Cristina Paradela de Abreu, 56 anos, faleceu segunda-feira, em Lisboa, disse à Lusa fonte próxima da família.

A escritora venceu, em 2011, a 14.ª edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves, na modalidade Ficção Narrativa, atribuído pela Câmara da Amadora, com o seu romance de estreia, Nos Dois Crepúsculos e ao Meio-Dia —  dedicado a Henrique Barrilaro Ruas.

Cristina iniciou carreira profissional como bailarina do corpo de bailado do Teatro Nacional de São Carlos, depois de ter estudado bailado clássico em Lisboa, Bruxelas, Cannes e Leninegrado. Como bailarina participou em produções do repertório clássico no Ballet Gulbenkian e fez parte da companhia de Elisa Worm, Dança Grupo.

Cristina Lisboa ensinou bailado clássico e foi assistente do professor de ballet Tony Hulbert. Foi professor de filosofia no Ensino Secundário em Lisboa e Cascais.

Doutorou-se pela Universidade Nova de Lisboa em História e Teoria das Ideias, com a dissertação O Génio como Expressão Exemplar de Urbanidade – Reflexões sobre Nijinsky.

Publicou vários livros, nomeadamente Do pouco que se sabe, alguma coisa deve passar-se assim (ensaios sobre criação em arte reunidos em volume, 2001), Cantatas (ficção, 2001), Um Mundo Perfeito (escrito sobre a Infância, epistolar, 2003), Quadros Narrativos – Estudos (ficção, 2007), Celebração (opúsculo, 2008), Jesus, que pesadelo! (opúsculo, 2009), Atitude (divertissement, 2010), Nos Dois Crepúsculos e ao Meio-Dia (romance, 2012).

Aguardam publicação os ensaios Os Modernos Ballets Russes e Do Génio – Reflexões sobre Nijinsky e a ficção Curtas.

Cristina Paradela de Abreu Rodrigues de Sousa era casada com Manuel Rodrigues de Sousa, médico, director da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Santa Marta.

Desenvolvido por Publinédita, a partir de notícia redigida pela Agência Lusa.

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